sexta-feira, 26 de julho de 2019
O que acontece quando se sente raiva?
A raiva pode mover montanhas.
Não é preciso ter medo de sentir raiva, afinal é um sentimento como qualquer outro. Talvez seja necessário saber lidar com a raiva e direcioná-la corretamente, ou pelo menos a pessoa certa.
A verdade é que a raiva sempre vai para algum destino, nem que seja para si mesmo, em forma de doenças e outras mazelas. Por isso ela tem que sair de si.
É uma pena quem não se deixa sentir raiva, porque ela está lá, não vai desaparecer, provavelmente só vai ser escamoteada por técnicas que dão a ilusão de tranquilidade. É momentâneo. Na primeira situação desagradável, é raiva de novo!
Bom mesmo será no dia em que passarem-se coisas, as situações acontecerem e as pessoas ofenderem, e isso tudo passar por nós como uma brisa no rosto. Simplesmente passa. Mas até alguém atingir este grau de espiritualidade, não adianta esconder o que se sente.
Eu não me zango porque não me ofendo, foi Gandhi que disse isto?
Mas a raiva pode se tornar muita coisa presente, pode fazer concretizar projetos, ser uma grande impulsionadora de realizações. Pois tudo calminho e "feliz" nem sempre é o melhor cenário para nos encorajar. É preciso ter força, é preciso ter raça.
Sublimação foi do que Freud chamou o mecanismo de defesa considerado o mais maduro, transformador de sentimentos ditos nocivos em algo de proveitoso na vida. A arte se inclui nesse processo.
Por isso a raiva move montanhas sim, transforma e constrói coisas positivas.
Mas tem que ser conjugada com o sentimento de amor, para não ser só destrutiva, e sim enriquecedora de si mesmo.
sexta-feira, 10 de maio de 2019
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Quer saber o que é ARTE-TERAPIA?
O livro ARTE-TERAPIA, CRIATIVIDADE e SIMBOLISMO é para todas as pessoas interessadas na Arte-Terapia! É fácil adquiri-lo:
- pode enviar-me uma mensagem para comprar comigo
- ou, na Livraria Espiral, em Lisboa: https://www.facebook.com/espiral.associacao/
- ou, através do site da Espiral: https://www.livrariaespiral.com/product-page/arte-terapia-criatividade-e-simbolismo-de-daniela-martins
Até breve!
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segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Lançamento do Livro ARTE-TERAPIA - CRIATIVIDADE e SIMBOLISMO
É com muito prazer que convido para o Lançamento do meu livro ARTE-TERAPIA, CRIATIVIDADE e SIMBOLISMO, no dia 21 de Setembro, às 21 horas, na LIVRARIA ESPIRAL.
Praça Ilha do Faial 14 A, 1000-168 Lisboa (Metro Saldanha)
Assistam ao vídeo: https://www.youtube.com/watch? v=4xv3AH3YQZI&feature=youtu.be
Assistam ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
Descubra o seu tipo de relacionamento
Aquela velha frase...cuidado com o que desejas!...
Hummm... porque desejar é bom. É muito próximo do sonhar, da sensação de conquista, do doce sabor de realização. Mas, é claro, isto quando o desejo se realiza.
Que tipo de relacionamento amoroso é que deseja? Tradicional, moderninho e livre, provedor de uma grande família, equilibrado e sensato, apaixonado e louco... quem é que manda na relação?
Uma relação pode ser de várias maneiras, e será conforme a personalidade, capacidade e possibilidade de cada um que se une para formar um casal (ou um trio quem sabe!).
QUALQUER MANEIRA DE AMOR VALE A PENA, mas conhecer os próprios desejos é fundamental. Autoconhecimento é muito importante para perceber as suas reais necessidades de uma relação e o que realmente se espera de um parceiro. O que realmente se necessita.
Cuidado com o fake, com a idealização de uma relação e de um parceiro que mais pode parecer uma história da Disney. O mundo está cheio de apelos românticos falsos (muito deles com ligação comercial) que nada tem a ver com um relacionamento com a proposta de crescer. Muito menos com o amor. E falando em AMOR, se tem uma coisa que posso partilhar de maneira pessoal é: AMOR NÃO BASTA. É preciso muito mais para uma relação funcionar.
Muitas vezes é realmente difícil definir o que se deseja ou que se quer de um relacionamento, mas é possível FUGIR DO QUE NÃO SE QUER, pela experiência e por uma inteligência emocional.
E para dar um ar clássico, termino com esta frase de Machado de Assis:
quarta-feira, 30 de maio de 2018
Sabe o significado da sua cor preferida?
Qual a sua cor preferida?
Qual o significado das cores para si?
Elas estão em todos os lugares (exceto no escuro!) e não vou
me debruçar sobre os aspetos físicos das cores porque isto se calhar todos
aprenderam na escola… Mas o que é provável é que nem todos sentem as cores que
estão ao seu redor, que usam e que fazem parte da sua vida.
O assunto sobre as CORES na vida, ou da vida, surge
na sequência do que escrevi antes sobre a necessidade de contemplarmos a vida,
fazermos a festa e criarmos uma vida estetizada. Ter um ponto de vista mais poético da vida, passa por
sentirmos as cores que nos rodeia. Sentir! Não é só ver as cores…
“As cores são opticamente percebidas e
psiquicamente vividas”
(Kandinsky)
Leia os
próximos itens para saber como trazer mais CORES para sua vida:
1. Atenção às cores que veste
Elas refletem o nosso estado de espírito e as nossas emoções. Quebre o padrão daquele preto/branco, azul escuro, castanho. Nada contra a estas cores, mas faça com que o seu corpo carregue a cor que tem realmente significado para si mesmo. Qual a cor que quero carregar em mim hoje?
2. Experimente pintar
Há quanto tempo não pega num lápis de cor, numa canetinha de feltro ou em qualquer coisa que risca e mancha com cores?
Arrisca, experimenta! Não precisa saber desenhar, só riscar e sentir as cores. As formas surgem por si só…mas o importante é preencher-se de emoções através da vivência das cores, ou também, expressar suas emoções através das cores!
3. Fuja do padrão
Encontre o seu próprio significado nas cores. Não importa se preto é cor de luto, amarelo é alegria, vermelho é raiva e por aí vai… O importante é o significado que você mesmo dá as cores! Esses significados surgem através das associações que fazemos às memórias, vivências e experiências na vida, também traços da nossa personalidade.
A natureza eu quis
copiá-la; não consegui. Eu procurava, virava, pegava-a em todos os sentidos, em
vão: irredutível. De todos os lados, mas fiquei contente comigo mesmo quando
descobri que o sol, por exemplo, não podia ser reproduzido, mas era necessário
representá-lo por outra coisa... pela cor... Só há um caminho, para exprimir
tudo, para traduzir tudo: a cor. A cor é biológica, se posso assim dizer. A cor
é viva, só ela é capaz de tornar as coisas vivas.
Cézanne
quarta-feira, 23 de maio de 2018
O artista morre. A arte é para sempre!
O artista morre. A arte é para sempre.
O artista vive. A arte tem vida própria.
O artista discursa. A arte fala.
O artista pinta. A arte dialoga.
O artista conceitua. A arte expressa.
O artista é único. A arte é universal.
A artista morre. A arte tem espírito.
Não existe arte, apenas artistas.*
*Gombrich, 1993.
O artista vive. A arte tem vida própria.
O artista discursa. A arte fala.
O artista pinta. A arte dialoga.
O artista conceitua. A arte expressa.
O artista é único. A arte é universal.
A artista morre. A arte tem espírito.
Não existe arte, apenas artistas.*
Júlio Pomar (1926 - 2018)
Os cegos de Madrid,1959
*Gombrich, 1993.
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