Uma palavrinha minha, hoje no DN :)
"o desenvolvimento criativo permite encontrar significado para a vida, saídas mais criativas para os problemas". A criatividade, frisa, é muito importante para a saúde mental.
https://www.dn.pt/portugal/interior/a-arte-e-uma-terapia-ate-e-mais-abre-a-porta-para-o-mundo-9301671.html
quinta-feira, 3 de maio de 2018
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Arte, raízes e história
Um artista que aprecio tanto a sua pintura, as suas cores, as suas formas...numa época em que é difícil sentir esses elementos básicos na arte contemporânea. Me faz bem aos olhos e ao sentir. As cores de Luiz Áquila me confortam. A abstração deixa fluir. É como se fosse um cobertorzinho quente que me acolhe os sentidos.
Luiz Áquila é um artista do Rio, com um percurso muito ativo que o destacou no cenário da arte brasileira. Uso um vídeo seu numa das aulas de História da Arte que dou todos os anos. Nesse vídeo ele define bem alguns conceitos artísticos que a Arte-Terapia vai beber, como a função social da arte, a criação/fruição da arte, forma e conteúdo. O fazer na arte, o saber através da arte. E pontes, a arte como uma ponte entre o Si Mesmo e o Mundo.
Sim, sim precisamos! Navegar é preciso, viver não é preciso!
Precisamos de arte mais do que podemos imaginar!
Depois, numa coincidência, mesmo não acreditando em coincidências, até porque foi através disso que eu o conheci (o seu trabalho, não pessoalmente). Amamos os dois uma cidade da serra do Rio que se chama Petrópolis. Linda, antiga, cheia de história.
Em Petrópolis tenho minhas raízes, boas histórias e boas lembranças. Grandes e pequenas lembranças, como as pantufas divertidas do Museu Imperial. O Crémerie, o Palácio de Cristal, a Catedral, as amigas de infância. A missa com a avó.
As casas, as ruas, a arte, coisas que vim a redescobrir mais tarde. Mas que me são sempre muito familiar. Histórias...contar histórias é preciso!
(Casa do Ipiranga ou Casa dos Sete Erros)
Luiz Áquila é um artista do Rio, com um percurso muito ativo que o destacou no cenário da arte brasileira. Uso um vídeo seu numa das aulas de História da Arte que dou todos os anos. Nesse vídeo ele define bem alguns conceitos artísticos que a Arte-Terapia vai beber, como a função social da arte, a criação/fruição da arte, forma e conteúdo. O fazer na arte, o saber através da arte. E pontes, a arte como uma ponte entre o Si Mesmo e o Mundo.
"Como nós não somos inteiros precisamos de arte."
(1987)
Sim, sim precisamos! Navegar é preciso, viver não é preciso!
Precisamos de arte mais do que podemos imaginar!
Depois, numa coincidência, mesmo não acreditando em coincidências, até porque foi através disso que eu o conheci (o seu trabalho, não pessoalmente). Amamos os dois uma cidade da serra do Rio que se chama Petrópolis. Linda, antiga, cheia de história.
Em Petrópolis tenho minhas raízes, boas histórias e boas lembranças. Grandes e pequenas lembranças, como as pantufas divertidas do Museu Imperial. O Crémerie, o Palácio de Cristal, a Catedral, as amigas de infância. A missa com a avó.
As casas, as ruas, a arte, coisas que vim a redescobrir mais tarde. Mas que me são sempre muito familiar. Histórias...contar histórias é preciso!
(Casa do Ipiranga ou Casa dos Sete Erros)
terça-feira, 24 de abril de 2018
"O mar é o caminho eterno"
No último domingo estive com Taku Kosugi, um rapaz japonês cheio de poesia no coração que percebeu o quanto se pode falar de sentimentos através das imagens. Ele estudou a caligrafia japonesa (SHO) com a sua avó e logo percebeu que poderia ser um meio de expressão das suas emoções.
Através de uma posição muito concentrada, com gestos que acompanham a sua emoção, faz surgir imagens que são mais do que palavras.
"O mar é o caminho eterno"
Assim expressou Kosugi ao referir-se a uma ligação entre Portugal e o Japão. Ambos que tem uma ligação especial com o mar.
Através de uma posição muito concentrada, com gestos que acompanham a sua emoção, faz surgir imagens que são mais do que palavras.
"O mar é o caminho eterno"
Assim expressou Kosugi ao referir-se a uma ligação entre Portugal e o Japão. Ambos que tem uma ligação especial com o mar.
quinta-feira, 19 de abril de 2018
Vamos à festa!
É bom inventar rituais para celebrar certas ocasiões. Fazê-lo é um dos
ensinamentos que melhor nos podem ajudar. Todos podemos aprender a ser nobres,
a manifestar um sentido de dignidade que possa encarnar em cada uma das nossas
acções (…) É este o verdadeiro sentido da festa.[1]
O filósofo francês Fabrice Midal refere que segundo Nietzsche, “a festa
é a maneira de aprovar a vida de forma incondicional, de ultrapassar o
niilismo, o ressentimento e o ódio larvar que a tudo corrompe. Na festa, todas
as angústias e as tristezas são reconhecidas, sem que tenhamos de as negar ou
de as esquecer”. Compreendemos então que a festa é uma vivência
profunda do real, sendo o contrário de uma fuga ou explosão de divertimentos
escapistas.
O autor continua, sobre sua citação de Nietzsche, que na Grécia Antiga “dedicavam-se,
a uma espécie de festa a todas as suas paixões e a todas as
suas pérfidas inclinações, e que tinham mesmo instituído, por
intermédio do Estado, uma espécie de regulamentação para celebrar aquilo que
para eles era demasiado humano. Isto era tido como algo inevitável e preferiam
em vês de o injuriar, atribuir-lhe uma espécie de direito de segunda ordem,
introduzindo-o nos hábitos da sociedade e do culto”.[2]
No desenrolar de uma festa e de um ritual percebemos uma variedade de
manifestações criativas e artísticas, como a introdução de músicas, ornamentos
e enfeites, roupas, cores, danças, alimentos, cheiros, versos e rezas.
A envolvência nesses elementos leva-nos a
vivenciar uma enxurrada emoções!
"Este é o verdadeiro sentido da festa!"[3]
Na festa não nos perdemos, nos encontramos. Entramos pessoas, sentimentos,
encontramos o melhor e o pior de nós próprios. Vestimos máscaras, tiramos
máscaras. Midal refere que a festa não é uma fuga. A festa enquanto ritual concentra-nos no que nos faz mais sentido e numa vida estetizada, a
partir de um ponto de vista poético, com nuances de cores, com formas que nos
completam. Um encontro a uma gestalt do Eu, num sentimento de forma
integrada, estabelecida pela capacidade de perceção diferenciada de si
mesmo, ampliada e total.
Um processo criativo é um ritual e uma festa, e é repleto
de métodos que expressam aspectos de si mesmo. A espontaneidade também lá está,
uma vez que através da festa abrimo-nos para uma experiência que muito se
utiliza do imaginário e da criatividade.
Criar é uma festa!
quinta-feira, 12 de abril de 2018
Venenos e autoconfiança
Muito se fala sobre as pessoas tóxicas que possivelmente podemos conviver ou venenos que podemos provar...
Manter o equilíbrio entre confusões relacionais às vezes parece impossível, mas a consciência ampliada e ao mesmo tempo o foco nas próprias emoções proporcionam alguma da segurança desejada - a tal da autoconfiança. A imagem que me vem à cabeça são as ginastas olímpicas que fazem saltos, movimentos fantásticos, com um equilíbrio perfeito, em barras muito finas... De vez em quando o pé resvala... de vez em quando se cai... mas elas se levantam e começam tudo de novo.
Há pessoas tóxicas sim, mas elas estarão sempre lá... não adianta muito fugir... a distância está dentro da gente, no próprio sentir. Na decisão de tomar ou não o veneno que nos oferecem. Porquê assim o problema será sempre por causa dos outros (e não dos outros), quando na verdade o sentir é nosso.
E se o problema é dos outros, então onde está o problema?
Já agora, o trabalho corporal em Arte-Terapia é integrado com as artes plásticas sendo altamente expressivo e com um enorme potencial de elaboração criativa. Também não preciso dizer o quanto dançar é libertador... Não é a toa... Com movimentos corporais muito simples podemos promover uma visão diferenciada de si mesmo e trabalhar para o desenvolvimento de mais autoconfiança, mais auto-estima e uma noção mais real da própria capacidade de renovação.
O meu blog tem o apoio de https://tugalink.com/. Visitem!
quinta-feira, 22 de março de 2018
Aquilo das relações e da amizade...
Meu amigo de fé, meu irmão camarada, desde que frequentávamos as festas juninas dos colégios na Ilha do Governador...há alguns anos luz... Claudinho, reencontrado em Terras Lusas.
Fico sempre impressionada como as amizades se mantém, se renovam, se transformam...É aquela coisa do amor, sei lá, que dizem por aí, amor universal e essas coisas... mas também é muito do que investimos, plantamos, colhemos, e seguramos! Sim, para ser amigo por muitos anos tem que segurar muito a onda, ter paciência e aceitação. Entender os limites, os nossos, os dos outros...
Como eu me mudei de país, o tempo passou, tanta coisa aconteceu na vida, eu fico sempre impressionada quando me vejo ainda ligada com gente de tanto tempo!
Só depende nós próprios manter (ou não) as relações que temos. O facebook também contribui :)
Este é a mais nova criação do meu amigo Claudio Sásil, um grande artista a vários níveis. Ele criou o 1º agregador de conteúdos de Portugal e está me dando a maior força publicando o meu blog!
https://tugalink.com
Fico sempre impressionada como as amizades se mantém, se renovam, se transformam...É aquela coisa do amor, sei lá, que dizem por aí, amor universal e essas coisas... mas também é muito do que investimos, plantamos, colhemos, e seguramos! Sim, para ser amigo por muitos anos tem que segurar muito a onda, ter paciência e aceitação. Entender os limites, os nossos, os dos outros...
Como eu me mudei de país, o tempo passou, tanta coisa aconteceu na vida, eu fico sempre impressionada quando me vejo ainda ligada com gente de tanto tempo!
Só depende nós próprios manter (ou não) as relações que temos. O facebook também contribui :)
Este é a mais nova criação do meu amigo Claudio Sásil, um grande artista a vários níveis. Ele criou o 1º agregador de conteúdos de Portugal e está me dando a maior força publicando o meu blog!
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sexta-feira, 16 de março de 2018
O medo de tocar em certos assuntos...
O grito - Edward Munch/1893
A arte em Arte-Terapia tem uma função desbloqueadora dos conteúdos
internos, favorecendo o contacto com os seus verdadeiros núcleos
psíquicos que, no início, podem apresentar-se limitados e impossibilitados de
crescimento pela utilização de defesas rígidas. O
medo de tocar em assuntos dolorosos de sua história de vida e de se revelar
imperfeito e incorreto, através da criação obtém um caminho confortável de
explorar esses aspectos. Porquê nem todas as criações têm que ser bonitas, tal como na arte em que muitos artistas representaram o feio, o absurdo, o "grito", os horrores de guerra...
A arte tem também uma função reveladora, através da qual existe a oportunidade
de deixar cair o véu que esconde as suas próprias verdades e proporcionar o
contacto com conteúdos internos adormecidos, recalcados, negados, distorcidos e
bloqueados. A arte relaciona-se com o criador como um espelho, pelo qual ele pode perceber
a imagem de si próprio e identificar objetos internos antes difusos e sem
sentido, ou características pessoais completamente desconhecidas. Assim, a
linguagem não-verbal da arte é um meio facilitador de evolução psíquica, um
identificador do caminho a percorrer, e mais do que uma simples lanterna
clareadora de veredas escondidas, é também um suporte, um apoio de segurança,
que então torna suportável percorrer tais caminhos.
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